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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Grupo hacker Anonymous declara guerra ao Estado Islâmico


Dois dias após os atentados terroristas na cidade de Paris, na França, que mataram mais de 120 pessoas, o grupo hacker conhecido como Anonymous declarou guerra ao Estado Islâmico, organização que assumiu a autoria dos ataques. Em vídeo, um porta-voz usando a máscara de Guy Fawkes - que é a marca do grupo Anonymous - disse que membros de todo o mundo vão "caçar" os terroristas do Estado Islâmico. "Esperem por nós. Saibam que vamos achá-los e não vamos deixá-los. Lançaremos nossa maior operação até hoje contra vocês", diz o vídeo. O porta-voz afirma ainda, em francês, que o objetivo é "unir a humanidade" e que o Estado Islâmico pode esperar por ataques cibernéticos "massivos". No Twitter, a organização Anonymous ainda alertou: "nós somos hackers melhores". Não é a primeira vez que pessoas falando em nome do grupo Anonymous fazem ameaças ao Estado Islâmico. Em janeiro, após os atentados contra jornalistas e cartunistas da revista satírica Charlie Hebdo, também na França, os hackers também se declararam em ação contra os extremistas.

sábado, 14 de novembro de 2015

Novo video mostra o Estado islâmico decapitando refém americano e 18 soldados sírios

O grupo ultrarradical Estado Islâmico (EI) reivindicou em um vídeo postado na internet neste domingo a execução por decapitação do refém americano Peter Kassig e de ao menos 18 soldados sírios. O vídeo de quinze minutos, que ainda não teve a sua autenticidade confirmada, foi veiculado pelo órgão midiático dos grupos jihadistas Al-Furqan. Ele começa com a história do nascimento do EI no Iraque, após se desligar da rede Al-Qaeda, e evoca seu envolvimento na guerra da Síria antes de mostrar a decapitação em massa de “soldados de Bashar” e a do refém americano, sequestrado na Síria em 2013. Nas imagens, um homem mascarado aparece em pé ao lado de uma cabeça decepada, alegando ter decapitado Peter Kassig.
“Este é Peter Edward Kassig, um cidadão americano de seu país (…)”, afirma o homem mascarado de sotaque britânico, que associa este assassinato ao envio de conselheiros americanos para ajudar as tropas iraquianas em sua guerra contra o EI. Não é possível saber, neste momento, se trata-se do “Jihadi John”, o suposto assassino dos jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, se disse “horrorizado” pelo “assassinato a sangue-frio” da vítima. “Estou horrorizado pelo assassinato a sangue-frio de Abdul-Rahman Kassig (nome adotado após sua conversão ao Islã). O ISIL (EI) mostra mais uma vez toda a sua perversidade. Meus pensamento vão à sua família”, escreveu Cameron em seu Twitter. A França, por sua vez, denunciou um novo ato de “barbárie”. Em um comunicado, o primeiro-ministro Manuel Valls “condena com toda firmeza este novo ato bárbaro, que reforça a determinação da França de agir contra o Daesh (EI) no Iraque e na Síria. Aos 26 anos, Peter Kassig, um ex-soldado no Iraque, havia se convertido ao islamismo e fundado uma organização humanitária em 2012, “Special Emergency Response and Assistance” (Sera), após deixar o exército americano. Ele apareceu no vídeo lançado em 3 de outubro da decapitação de um outro refém do EI, o britânico Alan Henning, em que os jihadistas ameaçam matá-lo em retaliação aos ataques aéreos americanos na Síria e no Iraque. Peter Kassig é o terceiro refém americano cuja decapitação foi reivindicada pelo EI após James Foley e Steven Sotloff. Dois outros britânicos, Alan Henning, um voluntário humanitário, e David Haines, trabalhador humanitário, sofreram o mesmo destino


 
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